Derivada de um podcast, série ‘Caso Evandro’ revê crime dos anos 90

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No dia 6 de abril de 1992, Evandro Ramos Caetano saiu da escola para ir até sua casa, na cidade paranaense de Guaratuba, mas nunca chegou ao destino: seu corpo foi achado dias depois em um matagal, com as mãos e dedos dos pés cortados, a cabeça escalpelada e as vísceras retiradas. O assassinato do menino de 6 anos provocou choque e uma caçada célere: em julho daquele ano, sete pessoas confessaram ter matado a criança num ritual satanista para “abrir os caminhos políticos” de Aldo Abagge, então prefeito da cidade. A investigação terminou com quatro condenados — ainda que eles alegassem ter inventado as confissões sob tortura. O crime voltou à ordem do dia em 2020, graças ao podcast O Caso Evandro. A narrativa envolvente se desdobrou em livro e, agora, na série O Caso Evandro — O Crime, da Globoplay.

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Seu sucesso comprova não apenas o viés de alta dos podcasts criminais, mas também a eficácia de uma fórmula explorada tanto nesses programas feitos só para escutar quanto em documentários: eles promovem uma espécie de auditoria da investigação real, dissecando o processo em busca de pontas soltas e eventuais falhas judiciais. Making a Murderer, que inaugurou a tendência na Netflix, em 2015, levou meio milhão de pessoas a assinar uma petição para que a Casa Branca perdoasse Steven Avery, preso injustamente por dezoito anos por um estupro, inocentado e então condenado novamente em 2007, dessa vez por assassinato. A série levantou a tese de uma possível conspiração para incriminá-lo (mas a Justiça não se sensibilizou: ele continua preso). Praia dos Ossos, podcast nacional sobre o assassinato da socialite Ângela Diniz nos anos 70, relembrou como o machismo refletiu no julgamento de Doca Street, que foi condenado inicialmente a apenas dois anos de prisão.

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Na mesma linha de crítica social, O Caso Evandro denuncia o preconceito contra religiões de matriz africana. Em seus 36 episódios, o programa não se limitou a revisitar a história: seu criador, Ivan Mizanzuk, trouxe à luz áudios inéditos em que se ouve os acusados sendo pressionados a criar novas versões do ocorrido. “Parei a fita na hora, fui para a sala conversar com minha esposa e falei: ‘Eles foram torturados, tenho certeza agora’ ”, acusa. O material que supostamente poria em xeque as condenações será usado pelo advogado de Beatriz Abagge, filha de Aldo, sentenciada em 2011 como mandante do assassinato, para um pedido de revisão judicial. O Ministério Público do Paraná, por sua vez, sustenta que “é certo que a condenação dos acusados não se deu exclusivamente com base nas confissões”. É duvidoso se o programa mudará o rumo do caso — mas já fez barulho.

Publicado em VEJA de 26 de maio de 2021, edição nº 2739

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