Avanço reúne indicadores de criminalidade, sistema de Justiça e proteção da população e coloca a segurança paranaense entre os principais destaques nacionais.
O Paraná avançou seis posições no pilar de Segurança Pública do Ranking de Competitividade dos Estados 2026 e passou do 10º para o 4º lugar nacional. O levantamento, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com a Tendências Consultoria, aponta que a nota paranaense subiu de 48,8 pontos em 2025 para 70,8 neste ano, uma evolução de 45%. O resultado divulgado nesta semana chama atenção porque segurança pública não é apenas um indicador administrativo: ela interfere diretamente na rotina de quem mora, trabalha, estuda ou circula pelo Estado. (Conteúdo CLP)
O dado também levanta uma dúvida importante para o morador: o que esse salto significa na prática e quais indicadores ajudaram o Paraná a melhorar? A resposta passa pela redução de crimes violentos, pelo avanço em indicadores ligados ao sistema de Justiça e por políticas de prevenção. Ao mesmo tempo, o ranking não significa que todos os municípios enfrentem os mesmos problemas ou que os desafios da segurança tenham sido resolvidos.
O que fez o Paraná avançar no ranking de segurança pública?
O principal destaque da edição 2026 foi justamente a evolução do Paraná no pilar de Segurança Pública. O Estado saiu da 10ª posição e chegou à 4ª colocação, enquanto a pontuação aumentou de 48,8 para 70,8 pontos. Segundo os dados divulgados sobre o levantamento, essa evolução foi a maior entre os estados brasileiros nesse indicador, mostrando uma mudança relevante na posição relativa do Paraná em apenas um ano. (Folha de Londrina)
O resultado é composto por diferentes indicadores, e não por uma única estatística de criminalidade. Entre os pontos que contribuíram para o desempenho estão avanços relacionados a feminicídios e mortes a esclarecer, além de indicadores associados à atuação do sistema de Justiça criminal. O Paraná avançou dez posições especificamente no indicador de feminicídios e 11 posições no item de mortes a esclarecer, segundo os dados divulgados sobre o ranking. (Jornal A Folha)
Esse tipo de avaliação é importante porque permite observar a segurança pública por diferentes ângulos. Uma redução na ocorrência de determinado crime pode ser relevante, mas também é necessário considerar a capacidade de investigação, esclarecimento das ocorrências e funcionamento das instituições responsáveis pela resposta ao crime. Para o cidadão, isso significa que o desempenho estadual não deve ser interpretado somente pela quantidade de policiais nas ruas, mas por todo o conjunto de políticas públicas envolvidas na prevenção e no combate à criminalidade.
Os dados oficiais ajudam a contextualizar parte desse cenário. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Paraná, o Estado registrou em 2025 a menor taxa histórica de homicídios dolosos, com 9,9 casos por 100 mil habitantes. Também houve redução de 20,2% nos feminicídios, que passaram de 109 casos em 2024 para 87 em 2025. (Segurança Pública)
A melhora na segurança já pode ser sentida pelos paranaenses?
Um ranking estadual não significa que o morador de Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel ou de uma pequena cidade do interior esteja necessariamente percebendo a mesma realidade. A criminalidade varia conforme o município, o perfil das ocorrências, a circulação de pessoas e as características econômicas e sociais de cada região. Por isso, a quarta colocação nacional deve ser vista como um retrato comparativo do Estado, e não como uma garantia de que todos os problemas de segurança diminuíram igualmente em cada cidade.
Ainda assim, os indicadores de crimes violentos oferecem sinais concretos sobre a evolução recente. O governo estadual informa que o Paraná teve queda de 24% nas mortes violentas em 2025, passando de 1.770 registros em 2024 para 1.343 no ano seguinte. A taxa de mortes violentas ficou em 11,29 ocorrências por 100 mil habitantes, segundo dados nacionais citados pela Casa Civil, enquanto os homicídios dolosos também apresentaram redução significativa. (Casa Civil)
Outro ponto relevante é a proteção das mulheres. A redução dos feminicídios foi acompanhada por políticas específicas, como o programa Mulher Segura e a atuação da Patrulha Maria da Penha. A Secretaria da Segurança Pública também informou que desenvolve um sistema de monitoração eletrônica simultânea capaz de acompanhar, em tempo real, a localização da vítima e do agressor em situações determinadas pela Justiça. (Segurança Pública)
Essas iniciativas mostram que segurança pública envolve cada vez mais tecnologia, integração de dados e prevenção. O Paraná também trabalha em uma ferramenta baseada em inteligência artificial para identificar fatores associados ao risco de revitimização em casos de violência doméstica, utilizando informações de milhões de registros para apoiar ações preventivas. A proposta é transformar dados acumulados em inteligência capaz de ajudar as forças de segurança a agir antes que novas agressões aconteçam. (Segurança Pública)
O que o 4º lugar representa para o futuro do Paraná?
O avanço no ranking pode influenciar a percepção sobre o Paraná como lugar para viver, trabalhar e investir. Segurança é um dos fatores considerados quando empresas avaliam municípios e estados para instalação ou expansão de atividades, especialmente porque criminalidade elevada pode aumentar custos operacionais, afetar logística e dificultar a atração de trabalhadores. Nesse sentido, melhorar indicadores de segurança pode gerar efeitos que vão além da atuação policial.
Para o cidadão, porém, o desafio é transformar uma boa posição estatística em segurança percebida no cotidiano. Isso significa manter a redução de crimes violentos, ampliar a capacidade de investigação, combater organizações criminosas e melhorar a proteção em áreas onde os problemas continuam concentrados. Também será necessário acompanhar se os avanços permanecem nos próximos anos, já que rankings são fotografias de determinado período e podem mudar conforme novos dados são incorporados.
A experiência recente mostra ainda que políticas de segurança precisam combinar repressão e prevenção. O próprio Paraná atribui parte dos resultados à integração das forças policiais, ao uso de inteligência e à atuação direcionada conforme as características de cada região. Em janeiro, a Secretaria da Segurança Pública destacou que diferentes municípios podem exigir respostas distintas, com estratégias específicas para crimes relacionados ao tráfico, violência interpessoal e outros tipos de ocorrência. (Segurança Pública)
O próximo passo, portanto, será sustentar o desempenho alcançado. O 4º lugar no ranking cria uma referência positiva para o Paraná, mas também eleva a cobrança por resultados consistentes. Com tecnologia, análise de dados, integração entre instituições e políticas de prevenção, o Estado terá condições de tentar avançar ainda mais, desde que os indicadores positivos continuem acompanhados de melhorias concretas na vida dos moradores.
O salto do Paraná para o 4º lugar nacional em segurança pública representa uma mudança expressiva na comparação entre os estados. A evolução de 45% na pontuação e os avanços em indicadores de criminalidade mostram um cenário mais favorável do que o registrado na edição anterior. (Conteúdo CLP)
Para os próximos anos, a principal questão será saber se essa melhora conseguirá se manter de forma consistente e alcançar diferentes regiões do Estado. O Paraná já possui uma base importante de dados, tecnologia e integração entre forças de segurança, mas ainda precisa enfrentar desigualdades regionais e ocorrências que afetam diretamente a população. O ranking oferece um sinal positivo, mas o verdadeiro teste continuará sendo transformar números melhores em mais tranquilidade para quem vive no Paraná.